Tudo o que me apeteça dizer sem exclusão de temáticas ou conteúdos, através de textos que tanto podem ser crónicas, contos, poesia, ficção, diários, ou meros pensamentos surgidos no momento.
domingo, 30 de agosto de 2009
Medidas de combate à descoordenação
Eu e o Twitter(ismo)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A propósito das motas
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Sobre a beleza
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Dinner for one
De dentro para fora
domingo, 23 de agosto de 2009
Comunicado Azul
Tudo azul após super-dose de Viagra
"Um britânico afirma que está a ver tudo azul após ter tomado uma dose muito grande de Viagra. John Pettigrew, de 58 anos, de Brighton (Inglaterra), diz que a sua vida parece um «filme azul» após os comprimidos para melhorar o seu desempenho sexual terem danificado a sua visão.
Segundo o jornal The Sun, Pettigrew admitiu que não seguiu as recomendações que constavam na embalagem do medicamento e que, embora se tenha divertido muito depois do ingeri-lo, abriria mão de todas as relações sexuais do mundo para poder voltar a ver uma caixa de correio vermelha novamente.
Divorciado, o britânico afirmou que adquiriu o Viagra pela Internet quando percebeu que não tinha o mesmo desempenho sexual após um ano de abstinência.
Ao princípio, Pettigrew não percebeu nenhum efeito secundário, no entanto, há mais de 15 dias que vê tudo azul. Agora, tem feito exames para descobrir se os danos são permanentes.
A fabricante do Viagra, a Pfizer, disse ao jornal The Sun que alerta que alguns homens podem começar a ver com um tom azulado após a ingestão excessiva do medicamento.
In IOL - Agosto 2009
Comunicado
Apesar de o azul ser a minha cor predilecta e assumidamente ter uma certa fixação pelas suas diferentes matizes, afirmo que nunca na minha vida tomei Viagra e a minha visão é perfeitamente policromática - às vezes, condescendo, um pouco mais a preto e branco do que seria desejável, mas nunca azul! Agradeço aos meus eventuais leitores/as que, caso também tenham lido notícia, não façam quaisquer suposições erradas devido à minha assumida preferência. O meu mundo está pintando a diversas cores, pese embora o azul me fascine. No entanto, não queria estar no lugar deste britânico que, coitado, foi condenado à ditadura do Azul-Pfizer. Resta dizer que afinal nem tudo é mau para ele, pois a sua vida azulou-se de uma forma que ele já não concebia. O resto são efeitos secundários. Um preço azul, já que não há almoços grátis.
Madrigal
Beijos indígos
- Minha mão no teu cabelo
- No coração, a tortura
- Que estraga um momento belo
- Na nossa pele o desejo
- Duma carícia sem fim
- A troca de um amor assim
- Selada no calor de um beijo
- Silêncio, quietude, firmeza
- Tudo parece paixão
- De uma infinita beleza...
- Mas eis no beijo sonhado
- Uma lágrima rolando
- Deixando um sabor salgado...
- Por isso, saber amar é tão doce
- Que faz bem ao coração
- É andar, como se fosse
- Com uma candeia na mão
- Candeia que traz até nós
- Aquela que nos reclama
- E vê a luz em nossa voz
- Sem dar por isso, essa chama
- Ilumina a nós, e a vós
- E até a quem nos não ama
sábado, 22 de agosto de 2009
Saudade
Sonâmbulo
Doce ilusão
Tão longe
terça-feira, 18 de agosto de 2009
De regresso ao trabalho - os desabafos de um tecnocrata do século XXI
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Kika - a gata bicolor
sábado, 15 de agosto de 2009
Uma história fingida
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Quem quer casar com o António Lobo Antunes?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Eu quero um Trabant!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Madrigal’s Turbo Europe Mini-Tour (And it’s almost tragically ending…)
1. Aeroporto de Barcelona. Air Bus A320 da Vueling que me transportou para Lisboa depois do acidente.
2. O estado do meu Mercedes depois de ter rebentado o pneumático traseiro a 130 kms/hora, na auto-estrada que liga o sul de França a Barcelona. Felizmente que viajei sempre só, pois o impacto foi todo no lado direito. De qualquer forma, o habitáculo ficou intacto e saí do carro sem uma única beliscadura. Se fosse um veículo mais pequeno, não estaria aqui para contar a história. Outros teriam de o fazer por mim.
3. Em Bratislava, capital da Eslováquia, junto a uma manifestação de arte de rua peculiar. Pedi a um autócne que passava por ali e ele prontificou-se a fotografar-me.
4. Auto-retrato evocativo dos 5800 kms que me levaram sozinho por essas estradas da Europa, até ao desfecho quase trágico.
Dachau - Campo de Concentração
1. A porta da entrada principal do Campo de Concentração com os seus caracteristícos dizeres sinistros, de um sarcasmo inimaginável: "Arbeit Macht Frei", em tradução livre: o trabalho liberta, ou o trabalho conduz à liberdade; quando todos nós sabemos que se entrava por aquela mesma porta e, não raro, saía-se pela chaminé do forno crematório.
2. Placa evocativa das ignomínias que aconteceram naquele lugar entre 1933 e 1945. Posteriormente, muitos foram os templos, das mais diversas confissões religiosas, que se ergueram no interior do Lager. A celebração de cerimónias religiosas no Campo é comum e Dachau é hoje considerado, por muitas religiões, um lugar santificado e de evocação dos mártires da barbárie nazi.
3. Vista geral das construções principais, onde se situavam as celas de punição, os serviços administrativos e as instalações dos guardas.
4. O interior sinistro dos famosos "chuveiros de desinfestação", onde os internados eram gaseados com o Ziclon B, uma mistura de cloro e potássio de cianeto, especialmente preparada para o efeito.
6. A Parada onde era feita diariamente a contagem dos reclusos. Caso faltasse alguém por motivo de fuga, como forma punitiva, eram fuziladas, indiscriminadamente, dez pessoas. Muitos foram os que pereceram durante a contagem, de tão fracos que se encontravam, pois o tifo, entre muitas outras doenças que grassavam no Campo, encarregava-se de lhes ceifar a vida e poupar-lhes os muitos tormentos que os aguardavam.
domingo, 9 de agosto de 2009
Perhaps Love - John Denver
No universo das baladas de amor, "Perhaps Love" é talvez das mais belas que conheço. As líricas e a doçura da voz do cantor, resultam num registo musical tão belo que se torna arrepiante. O amor é, nele, um modo de viver e de sentir. É um ponto de vista um pouco mais elevado, um pouco mais largo. Nas suas líricas e na sua música, descobrimos o infinito e horizontes sem limites. John Denver, no seu género, foi um dos mais geniais intérpretes e autores de letras para canções west style - country. Morreu aos comandos do seu avião particular, despenhando-se no mar. Diz-se que o cantor tinha um "problema mal resolvido" com a bebida o que, convenhamos, não é de todo conciliável com a pilotagem de aeronaves.
Anthony Hopkins e o seu Bentley Azur
Perto da Aire de Saint Tropez, o Mercedes acendeu a luz alaranjada da reserva e teve de ser atestado. Já na estação de serviço, à minha frente, um fulano com ar de quem dá gorjetas de 500 euros no Casino de Monte Carlo, atestava um Bentley novinho em folha, com matrícula do Luxemburgo. No banco do pendura, a seu lado, uma loira platinada, de óculos escuros da Guchi e lenço na cabeça, entretinha-se a retocar a maquilhagem no espelho da pala solar, enquanto aguardava serenamente que o bólide arrecadasse os mais de 100 litros de combustível que alimentam os dois turbos do motor. Quando o dono do veículo olhou de frente para mim, reconheci Sir John Hopkins, gordo como um nabo, trajado de branco e com um one size fits all na cabeça. Instintivamente, deixei que a minha Kodak instântanea registasse o acontecimento. Depois, cada um de nós seguiu o seu destino, sem um cumprimento, sem um adeus, já que seguramente nos vamos rever na tela do cinema.
sábado, 8 de agosto de 2009
Morreu Raul Solnado.... a guerra acabou mesmo!
Há noticias que não queremos ler ou ouvir, morreu um homem de um tempo em que se fazia humor, morreu Raul Solnado, depois de muitas guerras a brincar, esta guerra era a sério, e infelizmente ... esta ele não ganhou.
"O actor Raul Solnado morreu hoje às 10h50, aos 79 anos, na sequência da evolução de um quadro clínico Cardio-Vascular grave, informou a Direcção Clinica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa a 19 de Outubro de 1929. Entrou no mundo do teatro em 1947, enquanto actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul."
In Diário de Notícias
John Denver - Take Me Home - Country Roads
John Denver faleceu em 1997 num acidente de aviação. Esta é porventura uma das suas mais conhecidas canções, o West Virginia Blues, "Take me home - country roads", aqui interpretada num conhecido programa de televisão japonês, em 1983, acompanhado por Kohsetsu Minami, para nós ocidentais, um ilustre desconhecido.
Entre Munique e Garmisch Partenkirchen - O Tirol austríaco e os Alpes
Viena em tons de sépia
Ao final da tarde, muitos turistas endinheirados gostam de passear de charrette, com uma garrafa de champagne dentro de um termo com gelo, pelo magnificente centro de Viena. Mas é à noite, sob uma iluminação planejada com mestria absoluta, que a cidade melhor se revela na sofisticada beleza dos seus cafés e praças acolhedoras. Do mais sublime que alguma vez vi.
Bergasse 19
Bratislava - Eslováquia
A Torre do Relógio - Estação Central - Praga
Praga - turistas & trânsito caótico
Praga transporta-nos invariavelmente o imaginário até à "Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera, mas não a achei uma cidade tão adorável quanto os mitos urbanos a propagandeiam. É uma urbe atafulhada de turistas, com um trânsito caótico, cujas belezas soçobram rapidamente por comparação com Viena ou Dresden. Além disso, os checos, e também os eslovacos, para além do seu imperceptível linguarejar e com a excepção de reduzidas castas intelectuais, não falam línguas ocidentais. O ensino do inglês e do francês, linguas imperialistas por defeito, nunca foi uma prioridade para os regimes autoritários de leste. Na esteira do método do Professor Marcelo, dou nota negativa às auto-estradas, em estado deplorável, à higiene que deixa muito a desejar e também à minha crónica falta de paciência para estar num país que não aceita euros e onde tenho de fazer de Marcel Marceau a todo o tempo. Mas quem não quer euros, por amor de Deus?! Porque me obrigam a ir cambiar umas coroas ordinárias para comer umas sanduiches de proveniência manhosa?
Depois de percorrer a Áustria, entrar na Eslováquia e depois na República Checa, é como sair da Cova da Moura, na Amadora e entrar directamente nas Quintas do Estoril. Os resquicíos do socialismo à moda soviética ainda são por demais evidentes e não é por se lhes dizer que estão na UE que as coisas mudaram na totalidade. A mentalidade das pessoas, tanto quanto sei, ainda não se muda por decreto; ou então sou eu quem já não percebe nada disto.






