Hoje acordei cedissímo e, mal me vi ao espelho, não me reconheci no meu novo "look" - estranho, aquilo que a pilosidade, ou a falta dela, modifica nas feições de uma pessoa. Há muitos anos que não cortava a barba por completo. Foi então que me senti levemente vampiro, ávido de sangue, não de sangue plebeu, qual seiva comum, mas sim de fluídos azuláceos - a minha cor dilecta. Enfim, para dizer a verdade, senti-me um Drácula azul, com a consciência perfeita que se tivesse descansado mais e, porventura, não me tivesse deitado tão tarde, patetices como estas jamais sairiam da minha mente. Mas dizem que faz bem alijar estas maluqueiras logo pela manhã e sobretudo em fóruns inócuos. Tem seguramente a vantagem de não as vertemos em lugares menos convenientes e vamos para o trabalho com a vaga sensação de que somos "gente vulgar" e gozamos de uma normalidade insuspeita.
Tudo o que me apeteça dizer sem exclusão de temáticas ou conteúdos, através de textos que tanto podem ser crónicas, contos, poesia, ficção, diários, ou meros pensamentos surgidos no momento.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Drácula azul - um new look
Hoje acordei cedissímo e, mal me vi ao espelho, não me reconheci no meu novo "look" - estranho, aquilo que a pilosidade, ou a falta dela, modifica nas feições de uma pessoa. Há muitos anos que não cortava a barba por completo. Foi então que me senti levemente vampiro, ávido de sangue, não de sangue plebeu, qual seiva comum, mas sim de fluídos azuláceos - a minha cor dilecta. Enfim, para dizer a verdade, senti-me um Drácula azul, com a consciência perfeita que se tivesse descansado mais e, porventura, não me tivesse deitado tão tarde, patetices como estas jamais sairiam da minha mente. Mas dizem que faz bem alijar estas maluqueiras logo pela manhã e sobretudo em fóruns inócuos. Tem seguramente a vantagem de não as vertemos em lugares menos convenientes e vamos para o trabalho com a vaga sensação de que somos "gente vulgar" e gozamos de uma normalidade insuspeita.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Fugazes pensamentos
quarta-feira, 24 de junho de 2009
De volta a uma história muito simples...
[Texto lindissímo, escrito há 21 anos pela Ni que, com a sua permissão e depois de alguma insistência da minha parte, finalmente publico no Madrigal. A Ni diz-me que desistiu de escrever porque se sente uma "escritora falhada" - o que é uma inverdade absurda! Pena é que gente com muito menos lustre, seja por propensão latente para o auto-convencimento, seja por gozar de incentivos maiores - mormente o ruído de fundo provocado por aplausos constantes, a propósito de tudo e de nada - sinta, mais do que ela, que merece continuar. Espero que este "empurrão" sirva para devolver à Ni a vontade de voltar à escrita. Um beijo mt grande para ti e volta, sim?!]
NB. Estupidamente, à data, só publiquei a 1ª parte do mesmo, facto que agora, embora tardiamente, remedeio.
A partida dos amantes
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O vôo
domingo, 21 de junho de 2009
A natureza em exultação
(Herdade da Apostiça - Sesimbra)
"Gotas de resina escorrendo através de um fio de uma teia de aranha..."
Autora: Isabel Patronilho
"Entardeceres"
sexta-feira, 19 de junho de 2009
5 minutos inesquecíveis
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O fim do CUOTIDIANO
Lamento imenso o anunciado fim do blog Cuotidiano, um espaço onde há mais de três anos eu era presença assídua, embora raramente comentasse, como aliás acontece amiúde em muitos outros blogs. Cada autor é livre de um dia abandonar por completo a blogosfera ou, quem sabe, criar outro blog e seguir um estilo de escrita completamente diferente. O Cuotidiano foi para mim um marco no que concerne à aprendizagem do que podem ser a imaginação e o sentido de humor completamente delirantes, levados às últimas consequências ou às fronteiras do inimaginável – eu seria incapaz de escrever tão bem assim, quer do ponto de vista do processo criativo, quer na escolha tão delicíosa dos conteúdos; e, talvez por isso mesmo, admiro bastante estilos e percursos de escrita completamente diferentes do meu. Nunca conheci pessoalmente o autor do blog, pese embora tenhamos trocado alguns galhardetes e dois ou três e-mails nestes últimos anos. Sei que, com toda a probabilidade, ele nunca leria estas minhas palavras, uma vez que nunca frequentou o meu espaço de escrita, por isso lhas vou deixar em comentário. Não queria deixar de prestar a minha homenagem à sua escrita, onde o corrosivo, o delírio, o excesso, a lascívia, a graça, a doçura e a arte de bem escrever se mesclavam ecumenicamente como só o seu autor o sabia fazer.
Bem hajas, Cuotidiano. Até um dia, ou até sempre!..
Teste do Amor
domingo, 14 de junho de 2009
Barragem do Cabril - Pedrogão Grande
Hoje de manhã fui dar uma voltinha de cerca de 140 kms - ida e vinda - até à Barragem do Cabril, nas margens do Zêzere, perto de Pedrogão Grande. Desde a saída de Pombal, na direcção de Ansião, até lá chegar, a paisagem florestal vai-se tornando cada vez mais deslumbrante, bem como as vistas sobre o rio Zêzere, as pontes altíssimas e os túneis, que vão aparecendo inesperadamente pelo caminho. Junto à barragem, há restaurantes óptimos - casas de madeira tipícas da região transformadas em locais gastronómicos -, a possibilidade da prática de desportos náuticos, tais como: canoagem, gaivotas, barcos a remos ou a motor e motos de água. Enfim, um ambiente maravilhoso de floresta e rio. Ainda percorri cerca de 30 kms sob chuva mas, felizmente, com a deslocação do ar, a roupa secou rapidamente e o passeio, no cômputo geral, foi bastante agradável. Um pouco mais abaixo, ficam as Aldeias do Xisto da Serra da Sertã, que já conheço. Qualquer dia, palavra de honra, com os conhecimentos turistícos que tenho capitalizado nos últimos tempos, posso servir de guia a alguém que queira conhecer lugares belos nestas terras lusas do meio - a vida está difícil e é sempre bom encarar um plano B. Passear sozinho tem, de resto, esta virtude: podemos sempre voltar aos lugares que descobrimos com alguém e deslumbrar a nossa companhia com o estonteamento de uma beleza que previamente conhecemos. É decerto o que farei.
Sobre a esperança - parcas linhas
sábado, 13 de junho de 2009
Rio Maior - a terra do famigerado leão
sexta-feira, 12 de junho de 2009
O voo da gaivota
A necessidade de ao escrever ser original, inovar, é uma constante em todos quantos sentem que essa forma de expressão os habita; e às vezes fazemo-lo, não porque tenhamos alguma coisa para dizer, mas porque gostamos de nos escutar a nós mesmos, com a consciência vaga de que seremos lidos. A dimensão da genialidade, do pensamento que emerge e inova, que corta com qualquer coisa estabelecida e aponta novos caminhos e novos devires, é hoje extremamente difícil. Por um lado, por mais que nos esforcemos, é muito difícil inventar, mas sobretudo porque vivemos num mundo plural em que coexistem transversalmente toda a gama de concepções, em que qualquer coisa e o seu contrário merecem espaço, tempo e atenção. E, para lá de todos os nossos limites, há o medo do ridículo, o medo de, ao pretender ser diferente, ao tentar inventar ou inovar, não fazer mais do que mostrar uma imensa e pretensiosa ignorância. Todos percebemos que o acesso generalizado a tanta informação, a tantos espaços de escrita com textos de qualidade inegável e inigualável, vulnerabiliza extraordinariamente os pretensos escreventes menores. Quando leio textos sublimes, escritos por génios, invadem-me dois sentimentos que diria quase inconciliáveis: se por um lado sinto uma admiração profunda e uma vontade de aprender – é com os melhores que o devemos fazer! - por outro, deprime-me um pouco saber que a minha fasquia situa-se em limites substancialmente inferiores. No entanto, a vontade indomável de continuar a escrever, por si só, creio que justifica a insistência. Vivemos numa época de descuro da genialidade, não porque não hajam propostas inovadoras, mas porque há um estilo de funcionamento social que implica uma naturalização muito rápida das coisas. Aparece uma nova ideia e essa ideia é imediatamente adaptada, integrada, naturalizada. De geração para geração, e de ano para ano, há uma acumulação do efémero que nos permite aceitar e integrar a novidade que vem, o que implica que o que foi moda o ano passado, já não o seja este ano, e assim sucessivamente. Como, afinal, somos humanos, e precisamos de referências, e como as referências do nosso tempo são concomitantes a nós próprios e as consumimos a uma velocidade assustadora, acabamos sempre por regressar àqueles que escaparam a esse tempo acelerado. Regressamos aos clássicos, àqueles que no seu tempo e na sua época, criaram, inventaram, pariram ideias e produziram textos que perduraram e chegaram intactos até nós. Por isso mesmo, Dostoievski, Eça, Camilo, Proust, são leituras recorrentes que, em determinados momentos, me conduzem inexoravelmente à necessidade da probidade de que a genialidade tout court existe! Talvez que a profusão das minhas muitas leituras comece a nublar-me na destrinça entre o bom e o genial. Escrever sempre foi para mim uma atitude libertária, que tantas vezes tenho exprimido em metáfora: o voo errante de uma gaivota sobre as escarpas aguçadas de uma arriba rente ao mar. Eu existo desta forma. E existir não é sinónimo de ser. As pedras e as casas são e contudo não existem. A existência implica, na acepção mais filosófica que concebo, a consciência de nós mesmos. Nesta óptica, nós não somos mais do que aquilo que fazemos ou, por outras palavras, um projecto que vive subjectivamente e que nós paulatinamente completamos, tornando-nos responsáveis pelo rumo que imprimimos às nossas vidas. E creio que, mesmo arriscando a redundância, não há sentidos fora do que se sente, porque se nasce acidentalmente e se morre irremediavelmente. Um dia.
No paso nada
domingo, 7 de junho de 2009
Absoluto
sábado, 6 de junho de 2009
I want to ride my bike!
Se eu fosse um nativo da velha Albion diria para mim mesmo - pois não há ninguém por perto para me escutar - com ar impertigado, em absoluta afasia emocional e, naturalmente, de forma pausada e serena - very british: "Shit! It's raining cats and dogs and I can't ride my bike!" - mas como sou um portuga, nado e criado em terras lusas, remotamente descendente de um tal Viriato, que, a long time ago, andava de tanga pelos montes e vales das cercanias de Viseu à cata de romanos para lhes tirar a pele e as farpelas, digo de uma forma mais enfática e entendível:"Que grande merda! Está a chover como o caraças e logo hoje que queria dar uma volta de mota! Dasss!" - E assim toda a gente me entenderia, pese embora a boçalidade e os ditoches de mau gosto não serem o meu forte. Fico-me por casa a escutar Bach, enquanto bebo o cafezinho gostoso da manhã, com fiapos de leite, acompanhado de requeijão magro e adormeço os olhos nas vidraças da janela do meu escritório, à semelhança dos pensamentos que me invadem nesta hora ainda tão matinal, já cobertas de múltiplos canais pluviais que escorrem em caudal e se fundem uns nos outros.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Uma conversa demorada
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Stonehenge Festival - 25 de Julho 2009









